Hospital do Coração

Londrina ganha Centro de Reabilitação

  • Londrina ganha Centro de Reabilitação

    Os coordenadores do novo centro de reabilitação de Londrina: os fisioterapeutas Fernando Gozi e Júlio Cesar Maziero
    O conceito de atendimento multidisciplinar, já consagrado na medicina contemporânea, ganha um reforço este mês em Londrina. 
    O Hospital do Coração decidiu criar um diferenciado espaço para as sessões de fisioterapia prescritas aos seus pacientes e para o público em geral, um suporte importante para tratamentos clínicos e pré e pós-operatórios, principalmente para cirurgias cardiovasculares.
    O Centro de Reabilitação começa a operar com capacidade para atender até 12 pacientes por hora e dispõe dos mais modernos equipamentos para preparação e recuperação dos mais complexos procedimentos, que além da área cardíaca e pulmonar, também engloba a área neurológica e ortopédica.
    Além de um circuito de aparelhos de última geração e de estrutura para a prática de atividades como o pilates, por exemplo, o novo endereço da saúde em Londrina oferece a possibilidade de atendimento em horários mais abrangentes. O funcionamento será das 7 às 22h em uma instalação em andar térreo pensada especialmente para a finalidade.
    Em outro pavimento do prédio, de 1.140 metros quadrados no total, funcionará uma extensão do hospital, o Ambulatório de Especialidades Médicas, criado em agosto passado. O centro de reabilitação ficará na Avenida Bandeirantes, número 116, num ponto de fácil acesso, próximo ao próprio hospital e a rotatória do Moringão.
    Os fisioterapeutas Fernando Gozi e Julio Cesar Maziero, coordenadores do novo centro londrinense, visitaram os mais respeitados espaços de reabilitação do país, entre eles o do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, referência na preparação e recuperação de pacientes que passam por cirurgias no coração.
    Eles também foram a outros espaços de excelência na área, incluindo o Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas e o Hospital Sírio-Libanês, também na capital paulista. Nas visitas, Gozi e Maziero ganharam know-how para definir a configuração do centro em Londrina. “Teremos o que há de melhor hoje na área. Londrina vai ganhar um centro de reabilitação à altura das suas necessidades”, afirma Maziero.
    A equipe de fisioterapeutas já faz o atendimento no hospital, onde é feita a primeira fase da reabilitação ou de preparação para vários tipos de procedimento. “No novo centro, vamos poder oferecer a segunda fase do trabalho, quando o paciente já está em casa”, afirma Júlio Cesar Maziero.
    Fernando Gozi acredita que a demanda da nova unidade vai crescer ao longo do ano já que uma faixa de 60% a 80% dos pacientes do Hospital do Coração passa por sessões de fisioterapia.
    A fisioterapia, segundo os coordenadores do centro, é cada vez mais importante para a medicina de alta complexidade. “Pacientes com doenças crônicas e com risco de desenvolver cardiopatias, problemas como hipertensão, diabetes e insuficiência respiratória, podem evitar procedimentos cirúrgicos apenas se dedicando aos exercícios”, lembra Gozi.
    Maziero ressalta ainda que a fisioterapia, muitas vezes associada a uma atividade incômoda, pode passar a ser até mesmo prazerosa para os pacientes quando eles sentem a evolução no quadro e começam a retomar a capacidade de fazer tarefas simples e importantes.
    “Um indivíduo que não consegue, por exemplo, pentear o cabelo por causa das limitações nos movimentos, começa a ir às sessões com mais ânimo quando percebe que pode reconquistar esta capacidade”, compara.
    Os fisioterapeutas também lembram que a dedicação aos exercícios pode levar o paciente a reduzir a carga de medicamentos ou até ganhar o direito de parar de tomar remédios com os avanços obtidos em um centro de reabilitação.

    Londrina entra na era do teste cardiopulmonar
    Uma das maiores novidades do novo centro de reabilitação do Hospital do Coração de Londrina é a aquisição do ergoespirômétrico, equipamento base para o teste cardiopulmonar.
    Os principais beneficiados serão os pacientes da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que devem significar 90% da frequência do equipamento. A DPOC acomete principalmente pessoas mais velhas e com histórico de tabagismo.
    O ergoespirométrico ou teste cardiopulmonar junta o tradicional teste ergométrico com a análise química do ar espirado, que serve para identificar medidas diretas de parâmetros respiratórios e investiga a ventilação pulmonar (o paciente faz esforço físico com um bocal).
    É um teste importante, por exemplo, para avaliar o quadro do paciente antes e depois de um transplante cardíaco, para programar a reabilitação em pacientes com insuficiência cardíaca e para investigar casos mais complexos de dispneia (falta de ar).

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Wilhan Santin
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